sexta-feira, 3 de abril de 2009

É extranho como de uns tempos pra cá nossa casa parece ter se tornado um lugar pequeno demais pra nos sete.
Não existe respeito, dialogo ou ajuda mutua.
Toda vez que estou em casa me sinto em uma selva onde cada um tenta sobreviver como pode, onde a lei do mais forte prevalece.



Tudo é quase insano!

Cansaço insatisfação chateação: percebo que esses sentimentos fazem parte da vida de todos nos, porém tudo continua se processando da mesma forma. Dia apos dia. E a unica coisa a mudar eh a distancia (crescente) entre nos.



A verdade:
estou farta de tudo isso,
acho que cada pessoa nasce com uma cota determinada de paciencia
e a minha ja esta no fim



"Deixe em paz meu coracao
que ele e um pote ate aqui de magoa
e qualquer desatencao
pode ser a gota d'agua

ja lhe dei meu corpo, minha alegria
ja estanquei meu sangue quando fervia
olha a veia que salta
olha a gota que falta
pro desfecho da festa"

... por favor deixe em paz meu coracao


Como dizem por ai: tudo que eh solido se desmancha no ar



E eu nao quero posar sorrindo pra nenhuma fotografia de familia, pois tudo ta longe demais de ser como nos comercias de margarina.

Acho que so to cansada mesmo, uma vontade de sumir, deixar tudo que mata pra taz
o pior eh saber que tudo o que amo me mata, e nada do que eu amo percebe que tem me matado dia apos dia

deve ser so cansaco mesmo, ai solto um monte de baboseira... baboseira que de tao bobas a gente vai guardando em um caixa, mas se esquece de que um dia a caixa enche, ai eh necessario soltar tudo o que foi guardado, pra ter espaco pra guardar o que vai surgir nos proximos anos.

Minha caixa encheu


"... todo mundo sabe, ninguem quer mais saber, afinal amar o proximo eh tao demodeeee"


To cansada de reclamar e ver tudo acontecendo da mesma forma, to cansada de me esforcar, to cansada de acreditar que um dia tudo vai mudar.



Os sonhos morrem primeiro...

Uma extranha em minha casa:
a extranha sou eu.



Familia:
uma utopia


Tem dias que nao me sinto parte da familia, tem dias que me sinto excluida da familia, e nao so isso tem dias que percebo que ninguem eh parte da familia, que ninguem faz nada.
Eh so um sobrenome, cada um faz um esforco enorme pra se manter em sua vidinha particular, cada um tem um muro de concreto - do mais espesso possivel - em volta de si. Eh impossivel manter um dialogo com qualquer um aqui dentro, eh impossivel tentar gostar, se preocupar, demostrar um pouco de interesse e carinho por qualquer um aqui dentro.


Estou desesperada, me responda rapido:
o que eh acontece, onde esta o problema, tem solucao?

Ja eh o caos ou ainda tem jeito?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Make me real. Make me real, now

1 ano e dois meses... e eu não sei mais como me definir.
Sou um número e uma senha,
toda vez que passo por aquela catraca eu deixo de ser.
Agora sou parte do maquinário
repetindo o script feito um robozinho.

Tudo começo com a assianatura em um contrato
Foi a ultima vez que assinei algo
A ultima vez que fui reconhecida por meu nome.
O que me identifica agora é o numero que sou e a minha senha
O que libera minha passagem é o código de barras estapado em minha testa
O que diz quem realmente sou são os resultado de minha produção
Sou apenas mais uma PA logada
Repetindo todos os dias os mesmo procedimentos

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Oh! Anjos Celestiais.

Por que feito covardes baixaram a guarda e

Correram para longe de minhas veredas,

Aquela que outrora foram verdejantes?


O Meu Verde Vale secou!

Orgulhava-me daquele tapete vivo,

Que servia de aconchegante leito

E amortecia pés cansados.


Oh! Anjos Celestiais,

Por que feito covardes abandonaram os teus postos?

Por que feito covardes fugiram e

Deixaram o Reino do Meu Pensamento

Nas mãos do Homem e do seu Dragão?


Oh! Anjos Celestiais,

Tiveram medo da visão demoníaca?

Amedrontaram-se com o ardor do Fogo do Dragão ou

Intimidaram-se com o olhar faiscante do Homem?


Esperança, Fé, Amor,

Por onde andam, oh Anjos?

Refugiam-se aonde?

Não foram fortes o bastante para

Vencerem o Homem e o Seu Dragão?


Esperança, Fé, Amor,

Aonde foram, oh Anjos,

Com a chegada do Homem e do Seu Dragão?

Abandonaram os Portões de Minha Alma?


Oh! Anjos Celestiais,

Vocês fazem muita falta na guarda de Meus Portões.

Sem vocês, foi impossível resistir...

O Homem e o Seu Dragão devastaram todo o Reino do Meu Pensamento.


Oh, Impiedoso Homem e Impiedoso Dragão,

Malditos sejam!


O Homem e o Seu Dragão

Avançaram sobre o Vale de Meus Sentimentos,

E então:

Pisaram nas Flores

Queimaram as árvores

Secaram a grama...

O Homem e o Seu Dragão

Depararam com o belo Palácio de Minha Imaginação

Ah! Como era belo!

Havia construído-o com tanto esmero

Com tanto ardor, com tanta dedicação.


E o Homem e o Seu Dragão impiedoso

Queimaram tudo.

Com um único sopro – ah, sopro maldito!

Foi transformado em cinzas o Meu belo Palácio.

Com um único sopro – ah, sopro maldito!

Foi destruída toda a criação de uma vida.


O Homem e o Seu Dragão

Ainda descontentes,

Ainda não realizados,

Puseram a baixo a Caverna de Minhas Lembranças.


Ah! Maldito Homem e Maldito Dragão!

A Caverna de Minhas Lembranças

Havia resistido por anos e anos,

Ela havia sido moldada a suor e sangue

E encerrava tantos risos e tantas lágrimas...

Era o refúgio de tudo o que Eu já fui.


O Homem e o Seu Dragão,

Ainda insatisfeitos,

queriam mais. E por fim,

Escalaram a Montanha de Meus Sonhos.


Oh, Desastre!


O Homem e o Seu Dragão,

Lá no cume da Montanha,

Sangraram a Lua, derrubaram as Estrelas,

Pisotearam cada flor que lá nascia,

Esmagaram cada ser que lá viva.


O Homem e o Seu Dragão

Colocaram no topo da Montanha

Fortes Alicerces.

E foi lá em cima, no ponto mais elevado e mais seguro

Que eles construíram o Seu Castelo.


Oh, Impiedoso Homem e Impiedoso Dragão,

Malditos sejam!


Malditos sejam o Homem e o Seu Dragão

Que pisam as Flores e queimam as Árvores.

Malditos sejam o Homem e o Seu Dragão

Que roubam o Verde e secam o Vale.

Malditos sejam o Homem e o Seu Dragão

Que sangram a Lua e derrubam Estrelas.

Malditos sejam o Homem e o Seu Dragão

Que invadiram e tomaram o Reino do Meu Pensamento.


Malditos sejam o Homem e o Seu Dragão,

Que agora vivem no topo da Montanha dos Meus Sonhos

Em um Castelo chamado Sociedade.

Malditos sejam o Homem e o Seu Dragão,

Este chamado Poder e Ambição

Que juntos decretaram o início de um Novo Império:

O reino da Humanidade


quinta-feira, 15 de maio de 2008

Meu mundo era habitado por muitos monstros.

Tive que aprender a conviver com eles,

a transformá-los em meros objetos da paisagem

e confesso:

o cenário criado, embora atraente, era completamente medonho.













O meu problema nunca foi a falta de caminhos a seguir:
Tenho o mundo inteiro nas minhas mãos
Tenho comigo um mundo de possibilidades
Tenho todos os caminhos possíveis
Tenho uma vida toda pela frente.


O problema é justamente esse:
ter que escolher apenas um,
e viver com a nostalgia de todos os outros.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Como diria o querido Rilke:




Insatisfação é juventude






quinta-feira, 10 de abril de 2008

- Tá todo mundo tão triste com a sua ausência.




Como se alguém se importasse com a minha tristeza...
Ninguém nem nota nada.






Não sei porque ainda faço força para continuar sorrindo

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Eu não reinava sobre nada,
nem sobre a minha própria vida.
Eu não tinha nada.
Me sentia como um anjo sem pernas, sem braços e com as asas feridas.
Me sentia como Deus:
quando as pessoas pedem demais e todas se esquecem de agradecer.



Todos pediam mais do que o que eu estava disposta a dar.
O peso que eu carregava era maior do que o que eu aguentava.
Eu estava numa corda bamba sobre um abismo, ela estava prestes a arrebentar,
e o pior é que ninguém notava nada.